No Brasil, o número de adolescentes que engravidam, ainda é assustador e a pergunta é sempre a mesma: porque isso acontece?
Embora existam vários fatores que contribuam para que isso aconteça, as pesquisas demonstram que, de longe, ganham o fato de os adolescentes de hoje terem início na vida sexual muito cedo e a baixa escolaridade. Tudo isso, mais os agravantes de não se preocuparem, não poderem comprar preservativo e não utilizarem qualquer outro método anticoncepcional, só piora esse quadro. Não podemos também descartar que quando somos adolescentes, achamos que tudo pode acontecer com o vizinho ao lado, mas não conosco. Os pais alertam, muitas vezes, a escola aborda o assunto, mas o adolescente sente-se sempre imune ao perigo e somente quando o problema surge é que ele vai se dar conta que ele é igual a qualquer outra pessoa. Tem sido cada vez mais comum, por exemplo, a gravidez acontecer entre os jovens, antes do casamento, principalmente nos adolescentes de baixa escolaridade, e a maioria, não tem condições de se casar. Às vezes, nem são namorados, são só "ficantes". Olha o estresse que vai gerar para ambas as famílias, o filho ou a filha ter que se casar com alguém que eles não conhecem ou mal conhecem, ou terem que modificar suas vidas,por causa de uma gravidez. Quase nenhuma família pretende que os filhos se casem ou tenham filhos cedo. A prioridade é que estudem e concluam uma faculdade, tenham uma vida profissional e sejam independentes. Nos dias de hoje, as famílias priorizam o estudo e, muitas vezes, se sacrificam trabalhando mais do que deveriam, para que os filhos tenham uma vida melhor do que eles tiveram. Os pais querem que eles evoluam e que não pulem etapas. Uma gravidez precoce vai gerar problemas para o garoto, para a garota e para toda a família. Sem contar que o bebê que nascerá terá que conviver com pais despreparados e que, provavelmente, nem poderão ficar juntos, por total falta de estrutura financeira.
Os riscos para a saúde do bebê e da mãe muito jovem, também são preocupantes. Muitas vezes, a adolescente grávida, pela pouca idade, não tem nem a noção de que é necessário acompanhamento médico durante a gravidez. Outro fator é que ela pode esconder da família sobre a gravidez, e em consequência, não fazer o pré-natal. Esse costuma ser o maior problema em uma gravidez precoce, pois os riscos de anemia por falta de uma orientação alimentar e tantas outras doenças que podem ser evitadas com os exames rotineiros que os médicos costumam pedir, acabam não se fazendo presentes. Até que a gravidez seja descoberta ou que se tenha a coragem de contar para a família, o bebê está sendo posto em risco. A pré-eclampsia, por exemplo, é uma das doenças que costuma aparecer na primeira gravidez. Ela faz com que a pressão arterial aumente, ainda que a pessoa nunca tenha tido problema de pressão alta. Fora isso, ela causa retenção de líquido e a presença de proteína na urina e, caso a paciente não faça repouso absoluto, ela pode trazer grandes complicações para o bebê através da placenta, que fica com a circulação sanguínea restrita. Caso esse quadro vire uma eclampsia, pode ainda por em risco tanto a vida do bebê como da mãe. Outro grande risco é o parto prematuro que tem alto índice nessa faixa de idade, principalmente pela parte vascular uterina não estar madura. Com isso, o bebê pode nascer morto ou nascer com baixo peso, tendo que ficar internado até que tenha peso suficiente para ir para casa. Existem casos de adolescentes que o bebê fica internado e não têm nem a preocupação de visita-lo no hospital, pois não conseguem lidar com essa nova realidade adulta que os restringe totalmente, de terem suas vidas como era antes. É possível desfrutar de uma vida sexual de forma sadia e responsável. Usar o preservativo é a primeira realidade que o adolescente deve aprender a respeitar.
Por conta de um mercado de trabalho fraco e com salários baixos para aqueles que não têm estudo apropriado e nem experiência, o menino não consegue manter, financeiramente, as despesas de uma casa e isso faz com que a menina também tenha que trabalhar para ajudar no orçamento doméstico. Tudo isso resulta em uma complicação para esses adolescentes que têm um filho, pois além de sofrerem a pressão da responsabilidade por essa criança, tendo que educá-la e sustentá-la, sem estarem preparados e sem planejamento algum, ainda têm que na maioria das vezes, largar os estudos para poderem trabalhar e isso dificilmente contribuirá com o crescimento profissional deles e farão com que vivam sempre com dificuldades ou tendo que contar com a ajuda da família. Além disso, têm que se privar do convívio natural com outros adolescentes e de levarem a vida de acordo com a idade deles, como frequentar barzinhos, irem dançar, saírem com a turma etc, o que causa imensa frustração. Um acompanhamento psicológico seria o mais adequado para enfrentarem essa fase, pois muitos jovens não aguentam a responsabilidade que um filho gera e entram em depressão ou acabam fazendo alguma bobagem, por total despreparo ou por não terem nenhum apoio familiar. Mas, definitivamente, o melhor método ainda é a prevenção. Fonte:Descobrindo sexo Riscos físicos
Riscos psicológicos